Arranjador

Como já disse, comecei a fazer arranjos para corais em 1983. É uma prática constante músicos ligados a coral se expressarem no gênero, e eu não poderia fugir à regra. Muitos de meus arranjos e transcrições tem sido realizados não só para os grupos que criei como para muitos outros da maior relevância no cenário nacional. De lá para cá, escrevi centenas e centenas de arranjos e transcrições para vozes, tantos que nem sei qual é o número exato deles.

Mas também me dediquei a fazer arranjos para formações instrumentais, camerísticas ou sinfônicas, e para poder realizar trabalhos nestes dois últimos ítens tive, de 1990 a 1992, os ensinamentos do maestro e compositor Aylton Escobar. Escrevi para meios de expressão os mais variados: não só para piano solo (arranjos e composições as mais variadas) e a 4 mãos (choros e valsas brasileiros), como também para flauta/piano (choros e músicas eruditas), flauta/clarinete/coral/violão (música popular), clarinete/piano (choros) orquestra completa (transcrições de música erudita) orquestra de cordas (composições próprias e arranjos para discos), quinteto de metais (composições próprias), etc.

Desde que me associei ao Digital Studio em 1988, foi através de numerosos jingles, trilhas e arranjos para CDs que pude conquistar crescente competência e autonomia na criação de arranjos para as mais diversas formações envolvendo teclados, vozes e instrumentos acústicos, que deveriam ser realizados quase que da noite para o dia. Seus proprietários César Suzigan e Wagner Amorosino (meu grande amigo de sempre) jamais me deixaram de incentivar e prestigiar nesse campo. Tenho tido a alegria de ver meu trabalho de arranjador ser cada vez mais registrado em gravações.

Melhor que escrever um arranjo ou transcrição é vê-lo ser interpretado da maneira correta, detectando e respeitando o sentimento que nele foi impetrado. Arranjar é, definitivamente, construir a música dos sonhos da gente!

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